Hunter-herders in the limestone massif of Estremadura: Middle Neolithic fauna from the Pena d’Água rock-shelter (Torres Novas, Portugal)

Francisco Rosa Correia, Sofia Luís, Pedro Valente Fernandes, Maria João Valente, António Faustino Carvalho

Resumo


Abstract:

The Pena d’Água Rock-shelter (Torres Novas, Portugal) was excavated in 1992–2000, revealing a long stratigraphic and cultural sequence including Middle Neolithic occupations. A preliminary study on its fauna was published by Valente (1998) based on the 1992–1994 material, but the 1997–2000 campaigns remained unstudied. The aim of this study is to present the full fauna analysis of the layer Db, dated from the earlier phases of that period.

Like other assemblages from the same time frame in the area, the fauna collection understudy is small. Its bones showed several surface and chemical alterations due to sediment pressure, exposure to fire and water percolation. Regarding the taxonomical abundances, most remains were classified as rabbit (Oryctolagus cuniculus) and sheep and/or goat (Ovis aries/Capra hircus). A few specimens of cervid, fox (Vulpes vulpes) and bird were also identified.

The other fauna assemblages from the region show either the prevalence of the caprine component (as in Pena d’Água) or a higher abundance of cervids. This trend may reflect a specialized animal exploitation and we propose that the Middle Neolithic human communities in the Limestone Massif had a subsistence strategy based on caprine exploration, supplemented by some cervid (red deer) hunting. These hunter-herders groups were probably highly mobile and may have practiced some kind of transhumance (or itinerant pastoralism), for which the details are still unknown.

Keywords: Middle Neolithic, Zooarchaeology, Pena d’Água Rock-shelter, Portuguese Estremadura, Hunter-Herders.

 

Resumo:

Caçadores e pastores no maciço calcário estremenho: a fauna do Neolítico Médio do sítio do abrigo da Pena d´Água (Torres Novas, Portugal)

O abrigo da Pena d’Água (Torres Novas, Portugal) foi escavado entre 1992 e 2000, tendo revelado uma longa sequência estratigráfica e cultural, incluindo ocupações pertencentes ao Neolítico Médio. Uma análise preliminar foi publicada por Valente (1998), com base no material de 1992-1994; as campanhas de 1997-2000 permaneceram por estudar. O objetivo deste estudo passa por apresentar a análise zooarqueológica da fauna pertencente à camada Db, atribuída à fase inicial do período.

Tal como outros contextos do mesmo período cronológico da região, a coleção faunística analisada é de pequenas dimensões. Os restos ósseos demonstram várias alterações superficiais e químicas, devido à pressão do sedimento, a exposição ao fogo e percolação da água. Em relação às abundâncias taxonómicas, a maioria dos restos foram classificados como pertencentes a coelho (Oryctolagus cuniculus) e ovelha e/ou cabra (Ovis aries/Capra hircus). Identificou-se ainda alguns restos como pertencentes a cervídeos, raposa (Vulpes vulpes) e ave.

Os outros contextos faunísticos da região revelam tanto a prevalência da componente caprina (como na Pena d´Água) ou uma maior abundancia de cervídeos. Esta tendência pode refletir uma exploração animal especializada e propomos que as comunidades humanas do Neolítico Médio no Maciço Calcário teriam uma estratégia de subsistência baseada na exploração caprina, completada pela caça de alguns cervídeos (veados). Estes grupos de caçadores e pastores seriam provavelmente bastante móveis e podem ter praticado algum tipo de transumância (ou pecuária itinerante), para a qual os detalhes são ainda desconhecidos.

Palavras-Chave: Neolítico Médio, Zooarqueologia, Abrigo da Pena d’Água, Estremadura Portuguesa, Caça-dores e Pastores.

 


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