Arte “Esquemática” de ar livre na bacia do Ave (Portugal, NO Ibérico): espacialidade, contexto, iconografia e cronologia
Abstract
A primeira compilação de arte rupestre de ar livre realizada para a bacia do Ave, no NO de Portugal, permitiu inventariar um certo número de gravuras que se inserem genericamente na denominada arte de tradição esquemática.
O trabalho realizado, a diferentes escalas de análise, possibilitou dar especial atenção à localização espacial e ao contexto físico de implantação deste tipo de manifestações rupestres; a estudos sobre a morfologia dos afloramentos gravados; à sua iconografia e a eventuais fases de gravação.
Foi colocada a hipótese da existência de duas fases distintas dentro deste tipo de gravuras. Uma primeira, com motivos abstratos, foi considerada Neolítica e a segunda, com antropomorfos com toucados e portadores de mãos grandes, do Calcolítico, perdurando pela Idade do Bronze. Verificou-se, ainda, a frequência destes lugares na longa diacronia através de adições de podomorfos e paletas, genericamente considerados do 1º milénio a.C.
Os responsáveis pela arte esquemática foram consideradas grupos portadores de uma cosmogonia animista.
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